Palestra sobre startups no jornalismo, organizado pela ONA (Online News Association) durante a 6ª Semana de Comunicação do Centro-Universitário FIAM-FAAM, no auditório Nelson Carneiro, Av. Liberdade 899, debateu os principais aspectos das operações e de como se organizar para um plano de negócio.

A apresentação teve como tema: Startups de jornalismo: como criar uma? Como sobreviver? Foi mediada por Cassiano Gobbet, editor do Yahoo, fundador do site Trivela e representante da ONA no Brasil. Os convidados foram: Renata Rizzi (Nexo); Fausto Salvadori Filho (Ponte) e Gustavo Ribeiro (plus 55).

Ao longo das apresentações dos convidados, logo foi percebido um elo entre eles: encontraram um nicho de mercado e viram uma oportunidade de fazer diferente.

Renata Rizzi do Nexo, site que em novembro fará um ano de existência, disse sobre os desafios de montar um plano de negócio e de explicar o projeto para as pessoas: “É difícil você montar um plano de negócio. Publicidade online não rende muito como em jornais, por isso pensamos em criar uma plataforma para assinantes”, ressaltou como é desafiador criar um plano e coloca-lo em prática.

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Renata Rizzi 

Crédito: Nexo

Fausto Salvadori Filho, da Ponte Jornalismo, disse que o site foi criado de maneira voluntária com “pautas que procuravam eles”. Surgiu, ganhou espaço e tiveram que pensar um plano de monetização. O portal cobre temas referentes a direitos humanos e polícia. Casos que não chegam à grande imprensa, as pessoas encontram na Ponte uma alternativa.

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Fausto Salvadori Filho

Crédito: Jornalismo FAAT

Gustavo Ribeiro do plus 55, criou um portal de notícias do Brasil em inglês. “Queria tirar esse estereótipo que os estrangeiros tem do Brasil”, disse Gustavo. Com notícias sobre política e dicas básicas para os brasileiros, porém essenciais a estrangeiros, tais como: tirar CPF; entender a história do carnaval e até mesmo saber, por que no país as pessoas gostam tanto de bunda. Os temas levaram o portal a ter replicações em diferentes redes mundo a fora.

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Gustavo Ribeiro 

Crédito: Plus 55

Durante o debate, foram explicando suas propostas de negócio e chegaram a um acordo entre eles: linguagem de programação da um certo calafrio para o jornalista. Apenas Renata Rizzi não era jornalista na mesa, é engenheira. Contudo, entendia os temores dos colegas.

Todos começaram a alcançar o público com um conteúdo diferenciado, “sair da casinha” como disse Gustavo. Pensar o jornalismo, analisar as pautas, perceber o que pode ser melhor e melhora-lo. Com isso, criar um plano de negócio e se manter seria uma consequência.

Por: Ariane Fonseca e Evandro Almeida Jr

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